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Duas empresas vendem o mesmo produto, com a mesma qualidade, pelo mesmo preço. Uma vende mais, cobra mais caro e é recomendada de graça. A outra briga por cada cliente. A diferença entre as duas tem nome: brand equity.
A maioria das empresas quer que a marca seja lembrada. Poucas param para perguntar por quê alguém deveria lembrar. Essa pergunta, incômoda e necessária, é onde começa a profundidade de marca.
Vivemos na era da abundância de dados. Dashboards coloridos, KPIs intermináveis, crescimento de seguidores, taxas de engajamento, conversões, ROI, ROAS, CTR... O alfabeto de siglas que supostamente traduz sucesso. Mas e se estivermos apenas alimentando o culto aos dados sem substância?
Vivemos uma era em que os consumidores são, ao mesmo tempo, mais voláteis e mais exigentes. Segundo o relatório Predictions 2025 da Forrester Research, a lealdade à marca está se tornando um conceito fluido: 22% dos consumidores norte-americanos afirmam que não confiam mais nas marcas como antes, mesmo enquanto aderem a mais programas de fidelidade que nunca.
O feed da rede social da sua marca é indistinguível dos concorrentes? Você está correndo para adotar cada nova ferramenta de IA que surge? Sua equipe entra em pânico quando uma trend viraliza e vocês ainda não postaram nada sobre isso?
Em um cenário digital onde o relacionamento entre marcas e pessoas se fragmenta em múltiplos pontos de contato, compreender profundamente quem está do outro lado da tela tornou-se não apenas diferencial, mas fundamento. As buyer personas representam a ponte que conecta dados e estratégia, transformando informações dispersas em narrativas coerentes sobre as pessoas reais que interagem com sua marca.
Falamos o tempo todo sobre construção de marca e como fazê-la no ambiente digital. Mais recentemente, temos discutido bastante sobre o hiperfoco (para usar uma palavra da moda) da maioria das marcas em um ou outro canal específico, como o Instagram. No entanto, as pessoas são multicanais e esperam integrações naturais entre esses canais.
No pulsar acelerado dos nossos tempos, uma revolução silenciosa transformou a forma como construímos marcas. O conceito de "Digital First" não é apenas uma estratégia de marketing, mas um manifesto da era da hiperconexão. Muito mais do que um termo tecnológico, representa uma mudança fundamental na forma como nos relacionamos com o mundo.
Desde de que fundei a Orb Digital Branding, nosso propósito é claro, construir marcas no ambiente digital. Isso dá trabalho, toma tempo e exige planejamento, constância, consistência, disciplina e um monte de outras coisas. Um problema adicional que enfrentamos nesse desafio é a maneira como as marcas enxergam sua atuação nesse ambiente. Não sei se já reparou que, no geral, as marcas atuam no digital como em um carrossel maluco girando desenfreadamente atrás da próxima plataforma "revolucionária" que supostamente vai salvar seus negócios. Transformando sua estratégia de marca em algo tão volátil quanto um meme.